DERRAPAGEM é uma imagem gráfica criada especialmente para o corredor do MAM, em resposta poética à sua função de trânsito e acesso aos espaços interiores do museu. No desenho expandido onde se enroscam múltiplas trilhas de pneus, com padrões diversos, a imagem sugere que as marcas teriam sido deixadas por carros em deslocamento rápido e caótico sobre a parede que ladeia o corredor, com algumas entradas para o teto.
Agigantados ou esticados radicalmente, em curvas abertas ou fechadas, os rastros reforçam as dimensões imaginárias no espaço confinado do corredor e tambem aludem à velocidade e ruído potencialmente implicados em carros acelerados, a ponto de derrapar…
Contudo, neste trabalho, eles estão acoplados a uma origem paradoxal: os rastros partem das rodas de carrinhos de brinquedo, feitos de madeira e pintados em cor prata metálica. Presos à parede em diversos pontos onde as trilhas mais finas se juntam, parecem afastar-se na profundidade imaginária de um território acidentado. É quando os carrinhos de brinquedo magicamente se transformam em bólidos/cometas de um universo diminuto e liliputeano, arrastando sua cauda gigantesca.
DERRAPAGEM está realizado como imagem digital vetorizada para recorte sobre vinil adesivo, aplicada sobre as paredes e teto, com dimensões varíaveis.
Silveira, Regina. Derrapagem. In Regina Silveira: "Projeto Parede, Derrapagem". Museu de Arte Moderna, SP, 2004.